sábado, 22 de fevereiro de 2014
Esquizofrenia
Eu queria
poder lhe escrever um poema, talvez lhe mandar uma carta, um e-mail, um simples "oi", te olhar nos olhos, ouvir sua voz, shakesperear
palavras ao seu ouvido e ver seu sorriso. Ah! Seu sorriso, a parte mais
linda de ti. Queria poder dar um motivo para você colocar esse sorriso no seu
rosto. Um rosto inexistente, um sorriso que é uma miragem no meio do deserto
árido que é minha mente. Você, meu amor, sempre foi minha fuga. A fuga dos
problemas, a válvula de escape da minha vida. Como eu queria que você estivesse
aqui, junto de mim, junto do real, mas como algo surreal se tornará real?
Impossível eu sei, é impossível como Romeu e Julieta, mas eles deram um jeito,
e nós? Nós daremos um jeito? Não, eu sei que não. Será que algum dia eu acharei
você em alguém? Não, meu amor, não chore, eu não te esquecerei, pelo menos não
pretendo, na verdade, eu pretendo por que o que tivemos foi uma ilusão, esse
dito “amor” nunca existiu, mas nunca deixará de existir. Não dará certo entre
nós, eu sou real, eu existo, e você não existe, a não ser para mim, a não ser
para nós dois. Eu não quero te ver sofrer, mas não quero sofrer.
-Você sabe que é impossível. Impossível como o céu ser verde e a grama azul.
-Mas me disseram que nada é impossível.
-Então somos nada, somos impossíveis.
-Você sabe que é impossível. Impossível como o céu ser verde e a grama azul.
-Mas me disseram que nada é impossível.
-Então somos nada, somos impossíveis.
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