Ela voltou para o sofá, não esperava abraços ou beijos, isso não significa que não almejava um bom recebimento. Ele hesitara a proximidade entre os dois e se sentou na cadeira. A garota cobiçava um relacionamento, algo com anel, vestido de noiva e vários convidados, mas isto era somente um devaneio, e o maior temor dela estava se tornando realidade, ficar sozinha. Ele nem sabia o que queria, talvez nada, talvez tudo, talvez ela, talvez outra. Sua irresolução a afetava, essa coisa de "não saber", de "tempo", ela não lidava muito bem com isso. Um dia cansada, decidiu ir embora e praticar a indecisão, disse que talvez voltaria, ou talvez não.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Possivelmente
Ela voltou para o sofá, não esperava abraços ou beijos, isso não significa que não almejava um bom recebimento. Ele hesitara a proximidade entre os dois e se sentou na cadeira. A garota cobiçava um relacionamento, algo com anel, vestido de noiva e vários convidados, mas isto era somente um devaneio, e o maior temor dela estava se tornando realidade, ficar sozinha. Ele nem sabia o que queria, talvez nada, talvez tudo, talvez ela, talvez outra. Sua irresolução a afetava, essa coisa de "não saber", de "tempo", ela não lidava muito bem com isso. Um dia cansada, decidiu ir embora e praticar a indecisão, disse que talvez voltaria, ou talvez não.
Misericórdia
O calor do meu amor se perdeu na frieza do seu olhar. E agora? Como se sente? Satisfeito? Eu não. Quero mais do seu sangue derramado sobre sua própria armadilha para as tolas. Não quero que morra. Não tão rápido. Quero que seja uma falência dolorosa, que esta se alimente de cada boa memória que possui, até que não sobre nada mais do que esse seu corpo implorando perdão, se esgueirando pelos becos imundos da cidade, me procurando em cada rua. Eu adoro essa sensação de vingança, de poder assumir o controle novamente. É libertador, não acha? Gosto quando chora, seu sofrimento é minha força, suas lágrimas matam minha sede. Em meio aos seus gritos de dor neste eterno minuto eu me perco em êxtase. Sou assim, eu não brinco, eu não jogo, eu ganho. Aprenda.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Serial Killer
Sangue, sangue e mais sangue. Para onde olho só vejo sangue, será que esta é minha visão pessimista ou realista dos fatos? A verdade é que eu sempre estrago tudo bom que vejo, quebro tudo que toco e depois toco tudo que quebro só pra sentir culpa. Até parece que gosto de sentí-la, até parece que eu sorrio quando te vejo chorar. Eu não sou esse monstro que você vê, os mesmo olhos negros e vazios que você enxerga são também de uma criança que sente medo do escuro e de ficar sozinha. Mas isso tudo é sem querer, me desculpe a dor que causei, me desculpe se errei. Talvez o melhor seja continuar o que faço de melhor, me afastar, não me envolver, me fechar, me trancar em um lugar de onde nunca deveria ter saído, pois se eu morrer, que seja de soledade.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
Esperança
Preso neste inacabável minuto,
Neste pesadelo infantil, onde a paz não reina,
Nesta noite, negra como os olhos de uma criatura faminta por sangue.
Quando todos meus órgãos se encontram definhados,
Quando tudo que há são somente sombras do passado,
Quando me impõem o "não",
Eu conclamo minha alma invencível.
Enquanto o dia não amanhece,
Enquanto não há luz no país das maravilhas,
Enquanto todos curvam a cabeça,
Eu não temo, eu me faço sol.
Sob os murros da incerteza do futuro
Meu corpo vegeta,
Mas minha mente, ainda sim, funciona.
Sem juízo e sem pudor,
Eu me mantenho!
Sem medo e sem amor,
Eu me mantenho!
Minhas lágrimas se petrificam.
A determinação me permite voar para fora desta cova.
Onde consigo sentir o calor da luz em minha pele,
Onde consigo respirar,
Me sentir mais forte,
Mais capaz,
Bem melhor.
A escuridão do fim
Tirem isso de mim, neutralizem minha dor, ou meu amor, tanto faz, pois neste momento eles são sinônimos. É, são coisas da vida, acontece, não foi meu primeiro sofrimento, muito menos o último, mas tem a intensidade de todos em um único. Quero chorar até não haver lágrimas, pois espero que meu sentimento escorra com elas. É tão difícil. É tão desesperador. Me faz querer abrir minhas vísceras e arrancá-lo, amassá-lo e massacrá-lo, assim como ele faz comigo todos os dias. Me dilacera internamente, se alimenta de cada sorriso, de cada luz, de cada boa lembrança. O que era para ser algo bom, sincero e puro se tornou minha sina. E apesar desses últimos dias não estarem sendo fáceis eu sempre acredito em algo, se o amor foi meu fim, ele também será meu reinício, pois não há ressurreição sem morte.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
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