domingo, 6 de janeiro de 2013

Esperança


Preso neste inacabável minuto,
Neste pesadelo infantil, onde a paz não reina,
Nesta noite, negra como os olhos de uma criatura faminta por sangue.

Quando todos meus órgãos se encontram definhados,
Quando tudo que há são somente sombras do passado,
Quando me impõem o "não",
Eu conclamo minha alma invencível.

Enquanto o dia não amanhece,
Enquanto não há luz no país das maravilhas,
Enquanto todos curvam a cabeça,
Eu não temo, eu me faço sol.

Sob os murros da incerteza do futuro
Meu corpo vegeta,
Mas minha mente, ainda sim, funciona.

Sem juízo e sem pudor,
Eu me mantenho!
Sem medo e sem amor,
Eu me mantenho!

Minhas lágrimas se petrificam.
A determinação me permite voar para fora desta cova.
Onde consigo sentir o calor da luz em minha pele,
Onde consigo respirar,
Me sentir mais forte,
Mais capaz,
Bem melhor.

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