Temo a liberdade. Não seria tão mais fácil se nossas vidas
fossem controladas, se fôssemos marionetes dançando sincronizadamente no palco
da vida? Sorrisos forçados, emoções artificiais e a certeza de um futuro feliz.
Essa coisa de poder amar qualquer pessoa me deixa louca, pois se tudo fosse
coreografado alguém me amaria também. Se tudo fosse ensaiado, saberíamos o que
viria no fim, e no último ato, antes das cortinas se fecharem a peça
terminaria com risos e aplausos, com alegria e emoção. Essa liberdade que não
me impede de amar, de viver, de sonhar, e consequentemente de me desiludir.
Tenho medo dela, tenho medo do futuro, tenho medo de tudo que desconheço, ou
seja, tenho medo da vida.
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