A dor imensurável que se tem
depois de apostar tudo em um jogo e perder, e ter que continuar, recomeçar.
Dizer para si mesmo “vai melhorar” e tentar encontrar a paz no inferno. Assistindo
seu fracasso em um replay. A dor imensurável que se tem
depois de apostar tudo em um jogo e perder, e ter que continuar, recomeçar.
Dizer para si mesmo “vai melhorar” e tentar encontrar a paz no inferno. Assistindo
seu fracasso em um replay. Conquistar vitórias e as ver desmoronar repetidamente, assim como os castelos de areia em uma praia levados pela onda. Naquele
momento em que você se encontra perdido, sozinho. Você sabe que a única pessoa
que pode lhe ajudar é você mesmo. “Onde errei?” sua voz ecoa em sua própria
mente tentando encontrar respostas. Se você soubesse ao menos isso, retornaria
e faria diferente. Mas você não sabe, não é mesmo? Foi como se o azar
houvesse te nocauteado, é tudo uma névoa obscura. Mas você não acredita em
destino e essas coisas de sorte e azar, não é mesmo? Então o que aconteceu?
Esse é o problema em ser um cético. Quando algo dá certo é mérito seu, mas
quando dá errado, a culpa cai dura como uma pedra sobre seus ombros e você deve
carregá-la, não há deuses ou criaturas místicas para atenuar o peso dos seus
erros. E quando você está arrasado e pensa que é o fim, cai ainda mais, muito
mais. Você está tão abaixo do fundo do poço, porém ainda continua caindo em
queda livre. Há luz, mas não consegue vê-la. Tenta não se apavorar, não é tão
fácil assim. Cadê sua determinação? Ela se perdeu em algum lugar dessa imensa
escuridão. Eu sei que você quer levantar, mas não consegue. Eu sei que quer
lutar, mas não tem forças.
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